sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Viva la Revolución


Algumas coisas andaram martelando minha cabeça nesses últimos tempos. Uma delas foi a tal da revolução.

Eu tenho escutado muita gente dizer que quer mudar. Mudar a cidade, mudar o país, mudar o rumo das coisas que não estão indo nada bem. E eu também faço parte dessa gente toda

Mas eu notei muitas palavras, até algumas atitudes, e poucas mudanças.

Foi então que comecei a me perguntar: por onde se começa uma revolução? Quem faz a revolução? já houve revolução?

E nesses pensamentos e discussões com algumas pessoas, eu cheguei a conclusão (pelo menos por enquanto, porque eu vivo mudando de idéia o tempo todo, e tem vez que nem eu me aguento) de que a revolução não se inicia de fora pra dentro, mas de dentro pra fora. Ela não começa nas ruas, ela começa na alma, e vai evoluindo para a mudança de pequenas atitudes cotidianas.

Precisamos parar pra respirar um pouco, e enxergar o que estamos fazendo. Será que fazemos a nossa parte? será que fazemos aquilo que pregamos?

Aliás, este é um assunto que tem me deixado PUTO! Poxa, é de indignar tanta hipocrisia, do tipo: "faça o que eu digo e não o que eu faço".

Se você acredita na paz, pratique-a
Se você acredita na tolerância, pratique-a
Se você acredita no amor pratique-o
Se você acredita na amizade, cultive-a
E se você acredita em mudança, por favor, MUDE! MUDE!

Acredite.
Dê o exemplo.
Revolucione-se.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Amuleto

Marcas

Cordões e amuletos
Jogos de azar

Minhas ondas velejo
Na calma do mar

Vou trazer de volta a praia
Vou atrás, vou buscar

E dizer aos ventos do norte
Que nem moinhos existem mais

Se os céus governam
Nós corremos atrás

Estas mãos que elevamos
Também podem construir o cais

Que nos trará felicidade,
alegria, paz e tudo mais

A Paz e tudo mais
tudo mais e a Paz

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Stairway to Heaven

Ele está de saco cheio.

Saco cheio da cidade, da fumaça, do calor, dos ônibus lotados, da rotina, da escola, do dinheiro, das desgraças, injustiças, esmolas, escândalos e de todo o tipo de sacanagem.

Ele tenta ver entre toda essa gente o que restou da vida. Não da existência, mas da vida. Colegas, amigos que não enxergam-no, e que ele também não enxerga. Muita gente querendo amar com pedras nas mãos.

Caco de vidro...

Algemas e correntes pesam...e ele também é hipócrita.

Mas é assim mesmo, como todo mundo é assim mesmo. Sonhos são assim mesmo, pesadelos são assim mesmo, a vida é assim mesmo, o amor é assim mesmo, o tempo é assim mesmo. E Dizem que com o tempo ele cresce, e não tem jeito, vai ficando assim mesmo, por ali mesmo, na mesma casa, na mesma rua, trabalhando do mesmo jeito. Arriando o mesmo pano da jangada, com o nome dele, que seu mesmo amor pintou.

E vai agindo assim. Escolhendo pela manhã qual máscara usará no resto do dia. Talhando em cada uma o nome de cada pessoa, para que não haja erros.

Mas vira e mexe ainda olha para o céu. Lá onde essa imensa mistura de concreto asfalto gente podridão disfarce fantasia fútil ainda não chegou. Lá do alto ele poderia ver tudo e todos como realmente são. O mundo bem grande. Bem grande como nunca viu.

Quem sabe ele precise mesmo é de uma escada...


A Stairway to Heaven...